STF marca julgamento de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para próxima terça-feira

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Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira o julgamento da ação penal que apura se a presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), cometeu corrupção e lavagem de dinheiro. No mesmo processo, também são réus o marido de Gleisi, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o empresário Ernesto Kugler.

A ação penal de Gleisi será a segunda a ser julgada pela Corte. O primeiro réu da Lava-Jato julgado pelo STF foi o deputado Nelson Meurer (PP-PR), condenado pela Segunda Turma.

O processo foi liberado pelo ministro Celso de Mello na semana passada. Ele é o revisor da Lava-Jato, e tem a responsabilidade de analisar o caso mais detidamente que os outros integrantes da Segunda Turma. O relator é o ministro Edson Fachin. Também integram o colegiado os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

As investigações começaram com as delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Segundo os delatores, Paulo Bernardo pediu R$ 1 milhão a Paulo Roberto para abastecer a campanha da mulher ao Senado em 2010. O dinheiro teria sido entregue por um intermediário de Youssef a Ernesto Kugler, um empresário ligado ao casal. A quantia teria sido repassada em quatro parcelas de R$ 250 mil.

Gleisi foi ministra da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff entre junho de 2011 e fevereiro de 2014. Durante o processo de impeachment, a senadora foi uma das vozes mais eloquentes na defesa da petista no Congresso Nacional. Hoje, como presidente do PT, tem se empenhado na defesa de Lula, condenado e preso na Lava-Jato. Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento no governo Lula, de 2005 a 2011, e das Comunicações já no governo Dilma, de 2011 a 2015 (Do Jornal O Globo)

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