Polícia detém quatro menores suspeitos de furtar escola em Araripina

Policiais Militares da Companhia de Araripina, no Sertão de Pernambuco, conseguiram deter nesta segunda-feira (09), quatro menores suspeitos de haver furtado vários materiais na Escola Prof. Manoel Bonifácio, na praça do ABC, Vila Santa Izabel. O fato ocorreu na sexta-feira (06), aproximadamente às 21 horas.

Segunda a Polícia, uma testemunha que se encontrava na praça, flagrou alguns adolescentes pulando o mudo da unidade escolar, entre os horários de 21h00 às 21h20 e conseguiu reconhecer um dos indivíduos.

A direção da escola entrou em contato com o policiamento, e relatou o fato ocorrido, bem como dados dos suspeitos. Diante dessas informações, os policiais fizeram diligências até a residência do menor das iniciais CDS, o qual disse que estava junto com os outros menores, mas que não tinha conhecimento do fato ocorrido.

Os policiais prosseguiram com as diligências e passaram nas residências dos outros suspeitos, aonde conduziu até a Delegacia de Polícia Civil da cidade para os devidos procedimentos legais. Nenhum material furtado foi encontrado ou recuperado. (Por Roberto Gonçalves)

PM apreende canivete em posse de adolescentes em escola de Araripina

 

A Polícia Militar (PM) foi acionada pela direção da escola estadual Independência em Araripina para vistoriar estudantes que se envolveram numa discussão no interior da unidade de ensino e informou ainda que um deles portava um canivete. O episódio aconteceu nessa quarta-feira (27), por volta das 11 horas.

Segundo informações dos professores a polícia, o canivete estava no poder de um menor que não era proprietário da arma e que os menores teriam adquirido o objeto para atacarem ou se defenderem de outros alunos.

Também foi encontrado no poder dos menores infratores de 13 e 14 anos, um (01) isqueiro e quatro (quatro) cigarros de fumo. Os dois menores e o material apreendido foram encaminhados a Delegacia de Polícia Civil local.

Escola Municipal sem diretor e sem vigia em Ouricuri; prédio já foi alvo de roubos

ESCOLA MARIA GORETE EM OURICURI

Desde a segunda-feira (09 de maio) a Escola Municipal Maria Gorete no bairro Nossa Senhora do Carmo em Ouricuri, se encontra sem diretor, o fato é que, nesse mesmo dia, Deusdete Dias, foi nomeado presidente do Fundo Previdenciário do município (FUNPREO).

Segundo informações de pais de alunos, a escola está sem diretor e sem vigia, pois, os vigilantes que atuavam nos turnos, manhã, tarde e noite deixaram o cargo pela falta de pagamento e temos informações ainda que os vigilantes não recebem seus vencimentos desde novembro de 2015.

A situação é tão crítica que a escola citada já foi alvo de dois roubos durante o turno da noite. A última investida foi na semana passada, quando meliantes levaram do interior da escola botijões de gás e uma grande quantidade de merenda escolar.

Quando vão providenciar um novo gestor para a escola? E os vigilantes, quando receberão os salários atrasados e retomaram as suas funções? Com a palavra a Prefeitura de Ouricuri.

Prefeitura inaugura escola no Residencial São Sebastião em Ouricuri

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A Prefeitura de Ouricuri inaugurou na última segunda-feira (04), a escola municipal Professor Aldo Aquino Bezerra. A solenidade contou com a presença dos vereadores da bancada da situação, secretários do governo municipal, familiares do homenageado e a comunidade local.

Várias apresentações dos alunos da escola marcaram a cerimônia de inauguração da nova escola. O ápice do evento ficou por conta da apresentação da Banda Marcial Professor Lécio Santos.

Com um investimento de R$ 1.149.439,23 sendo R$ 742.500 do ministério da educação e R$ 406.939,23 contrapartida do município, um estrutura moderna e arrojada, o prédio conta com seis salas de aula, biblioteca, área de recreação, bloco administrativo e de serviço.

Em depoimento, Elenice Alves falou sobre esta nova conquista dos cidadãos e cidadãs ouricurienses, “todos os pais sonham com uma escola no seu bairro. Os moradores do Residencial São Sebastião agora tem! A nova escola marcará o início de um novo ciclo na educação de Ouricuri”, disse.

Na ocasião o Secretario de Educação Franklin Aquino, agradeceu a Cezar pela homenagem ao seu pai, que foi um grande professor no município.

Em Ouricuri, escola constrói conhecimento a partir da convivência com o Semiárido

Caravana do Araripe

De uma área em processo de degradação, onde a Caatinga havia sido devastada por fazendeiros do município de Ouricuri, região do Sertão do Araripe, em Pernambuco, ergue-se a Agrovila Nova Esperança. Antes da mudança para a Agrovila, as vinte famílias foram expulsas de sua terra por conta da construção de uma barragem. Da força e resistência formaram uma comissão para lutar por uma indenização das casas, terras e até de cada planta do lugar.  Em 1986, foram morar de vez na Agrovila.

Além das casas da Vila, uma escola também foi construída. A unidade de ensino trouxe o Semiárido para dentro da sala de aula, e levou os estudantes para fora das quatro paredes. A partir da prática da educação contextualizada a professora Izabel de Jesus Oliveira faz as crianças mergulharem no universo da Caatinga, conhecer a vegetação,  o solo, os tipos de plantas e até a plantar. “No começo foi muito difícil por que as pessoas usavam agrotóxicos e queimavam o solo. Os pais também diziam: essa professora vive no mato com os meninos. Como é que vão aprender a ler e a escrever? ”, conta a professora.

A Escola Maria do Socorro Rocha de Castro foi fundada no ano de 2004, a partir de um projeto multidisciplinar para trabalhar com crianças e adolescentes aulas de catecismo, incluindo práticas agroecológicas. “Fiz um intercâmbio para o MOC [Movimento de Organização Comunitária] e trouxe um projeto de leitura para a escola. Começamos com o projeto com livros em uma caixa de sapatos. E as crianças foram tendo o hábito da leitura e as famílias começaram a se envolver”, conta. A medida que o sonho tornava-se realidade, a escola tomava forma. Em 2005, estruturaram um roçado agroecológico e uma horta. O que é produzido vai para a merenda escolar e o excedente segue para as casas das famílias.

A educação contextualizada vem aproximando escola e comunidade. A professora Izabel usa elementos da realidade local em suas práticas de ensino fortalecendo a convivência com o Semiárido do Araripe. “As crianças aprendem português, matemática, ciências e cidadania em experiências agroecológicas, fazendo gotejamento, regando plantas, retirando as folhas secas e fazendo curva de nível para evitar a erosão no terreno da escola”, explica a educadora.

Pais e mães participam da rotina escolar. Um grupo de mulheres foi criado no ano de 2005. Hoje, as mães fazem multimisturas e beneficiamento do umbu fazendo polpas, doces e refrigerantes. A agricultora Fabiana tem dois filhos estudando na escola. Ela conta que hoje há um projeto no qual seis mães produzem mudas de plantas medicinais, frutíferas, nativas, exóticas, forrageiras e ornamentais para vender. A água para o plantio provém de cisternas do Programa Um Milhão de Cisternas e de cisternas-calçadão do Programa Uma Terra e Duas Águas da ASA. “Todas as famílias daqui tem a cisterna de beber. Praticamente não entra carro pipa aqui na comunidade”, disse agricultora.

Desafios – Hoje a escola conta com 17 alunos de idade entre 3 e 11 anos, cursando do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Em anos eleitorais, com a mudança de gestão, a escola sempre sofre ameaças de ser fechada. Segundo a professora Izabel os programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) estão um pouco desativados na região, mas tempos atrás a escola já forneceu alimentação. A merenda escolar também sofre pela falta de um freezer para armazenar alimentos perecíveis. “Muitos pais e mães levam os alimentos para guardar em casa, em suas geladeiras, para não estragar e  garantir a qualidade da alimentação dos filhos e filhas. Mas eu sempre digo que essa escola não vai fechar. Ela é hoje uma referência nacional em educação contextualizada. Eu sou convidada para dar palestras e contar a nossa experiência em outros lugares. Então essa escola não fecha, nem que ela fique só para receber visitas”, fala a professora Izabel.

Comunidade em torno da escola também vivencia a agroecologia – No quintal de casa, o agricultor José Nilton Souza Oliveira mantém um Sistema Agroflorestal (SAF). “Aqui a gente compartilha saberes com os estudantes e com a própria comunidade que hoje produz alimentos sem agrotóxicos”. São 49 famílias que acreditam na agroecologia e nos cuidados com o solo, informou Nilton. A diversidade de plantas em seu quintal inclui as nativas, frutíferas, alternativas e medicinais.

A visita à comunidade aconteceu como parte da programação da Caravana Agroecológica e Cultural do Araripe, realizada pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) em parceria com a ONG Caatinga, Rede Ater Nordeste, Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e Instituto Nacional do Semiárido (INSA).