No Brasil, 25,8% dos jovens não estudam e nem trabalham

Apesar de trabalhar desde cedo, a juventude brasileira foi a mais afetada pela crise econômica. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 11,6 milhões dos jovens na faixa dos 16 aos 29 anos estão sem trabalho e sem estudo. São os “nem-nens”.

Morador de Ceilândia, Vitor Eduardo Bezerra, 25 anos, ficou um ano desempregado, sem estágio ou emprego fixo. Após terminar a pensão pós-morte que recebia do pai e faltando um ano para terminar a faculdade de direito, teve que largar os estudos por não conseguir manter-se. Há um mês, ele conseguiu uma ocupação, mas fora da área. “Não achei nada. Fiquei sem condição alguma. Larguei a faculdade, estou em um subemprego para custear a minha vida até juntar dinheiro para poder voltar, mas ano que vem acho que ainda não dá. Também vou estudar para concurso em casa. É a saída que vejo.”

Bezerra reclama que as empresas têm receio de contratar os jovens. “A maioria das empresas discrimina quem está começando. A expectativa dos empregadores é muito alta em relação a quem está iniciando. Só que não corresponde à realidade e precisamos de uma chance para aprender.”

Davi Liksan, 20 anos, ficou desempregado em 2016. O estudante de publicidade participou de entrevistas de emprego, mas não conseguiu a vaga. Para se virar na crise, aceitou um emprego de auxiliar de lavanderia. “Procurei estágio na minha área, fiz várias seleções, mas foi um ano muito difícil. As empresas procuram quem já entende, quem tem experiência e portfólio. Uma situação muito triste, porque não dão chance de aprender.”

Ele conta que a crise também afetou o consumo. “No mercado, gasta muito e sai com quase nada.Ajudo com as contas de casa e, no final, não sobra nada”, aponta. Segundo a pesquisa, entre os homens, 60,5% se encontravam trabalhando, contra apenas 44,8% das mulheres que se inseriram no mercado.

Informalidade

Em relação à formalidade do trabalho dos jovens, houve um recuo de 0,3% nos últimos anos (com 2012 registrando 58,7%, e 2016, 58,4%) que reflete na informalidade. O número de jovens sem carteira assinada foi o mais alto entre os demais grupos etários, com 22,1%.

A maior parte dos jovens que não estudam nem trabalham tem apenas o nível fundamental incompleto ou equivalente, e a desigualdade aumenta ainda mais entre negros e pardos, que representam 29,1% dos sem estudo e trabalho, em contrapartida a 21,2% dos brancos. Não surpreende, porém, que as mulheres sejam o grupo mais afetado pelo fenômeno: 37,6% das jovens negras ou pardas se encontram nessa situação.

Isso se reflete na condição de vida das brasileiras, já que 34,6% delas responderam “ter que cuidar dos afazeres domésticos, do(s) ou de outro(s) parente(s)” quando questionadas do por que não procuram uma ocupação. Para terem seu “ganha pão”, porém, 92,1% das jovens “nem-nem” afirmam cuidar de moradores do domicílio ou parentes e afazeres domésticos.

A realidade do jovem brasileiro não é fácil, já que 39,6% afirma ter começado a trabalhar até os 14 anos, principalmente no grupo que tem o ensino fundamental incompleto. Trabalhadores negros ou pardos representam 42,3% dos que começaram a trabalhar cedo, contra 36,8% dos brancos — com homens (45%) começando mais cedo que mulheres (32,5%).

O economista e professor de administração pública da Universidade de Brasília (UnB) José Matias-Pereira avalia que os dados são preocupantes. “Os jovens são os mais afetados, porque não têm experiência, os especializados são os últimos a serem demitidos. E perdem duas vezes. Perdem na retomada com pessoas competindo com mais capacidade e sem oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.”

Principais pontos

Confira alguns dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 – SIS 2017, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):

» Desemprego

Nos últimos quatro anos, o número de jovens (16-29 anos) que não estavam ocupados e nem estudavam (os chamados “nem-nens”) chegou 25,8% dessa faixa etária. São 11,6 milhões de pessoas nessa situação. O nível de ocupação desse grupo etário diminuiu de 59,1% (2012) para 52,6% (2016). Entre os homens, 60,5% têm algum tipo de ocupação. O percentual cai para 44,8% entre as mulheres. O Amapá é o estado que lidera o ranking de taxa de desocupação.

» Empregos formais

Apesar de a taxa de empregos formais ter recuado 0,3%, 33,9% dos jovens estão inseridos no comércio e na reparação; ou na indústria (28,7%).

» Menor renda

A faixa etária de 16 a 29 anos é a que teve a menor renda, com R$ 1.321, o que equivale a uma queda de 1,5% em seu rendimento médio real. Os ganhos são inferiores à média nacional (R$ 2.021).

» Pobreza extrema

Os dados mostram que, em 2016, 12,1% das pessoas vivem em situação de pobreza extrema, sobrevivendo com até 25% abaixo do mínimo (que, na época, era R$ 880). São 24,8 milhões de brasileiros. Negros e pardos representam 72,9% de pessoas em situação de pobreza. E as mulheres são as que mais sofrem com essa realidade, já que, das pessoas atingidas, 33% são homens negros e 34,3% mulheres negras. Esse número se contrapõe aos 15,3% e 15,2% de homens e mulheres brancos registrados, respectivamente. (Do Diário de PE)

Botijão de gás sofre mais um reajuste de 8,9% nesta terça-feira (05)

A Petrobras informa que reajustou os preços do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasado pelas distribuidoras em botijões de até 13 kg (GLP P-13), o gás de cozinha, em 8,9%, em média. O reajuste entra em vigor na terça-feira (5).

Segundo a estatal, o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, que acompanharam a alta do Brent.

Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, diz a estatal.

O ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado aos preços ao consumidor, a companhia estima que o preço do botijão de GLP P-13 pode ser reajustado, em média, em 4,0% ou cerca de R$ 2,53 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

A empresa lembra que o último reajuste ocorreu em 5 de novembro de 2017.

A alteração atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial/comercial. (Estadão Conteúdo)

Aneel reajusta em 42,8% bandeira 2 e consumidor pagará conta de luz mais cara

Foi anunciado nesta terça-feira (24) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o aumento de 42,8% para o valor a ser cobrado do consumidor pela conta de luz quando acionada a bandeira 2 vermelha. Com o reajuste, os consumidores passam a pagar R$ 5 a cada 100 kWh consumidos. O valor anterior era de R$ 3,50.

Quando a autarquia informa aumento de preços, esses recursos são destinados a cobrir custos com a geração de energia , em especial, em momentos de seca, que faz com que o nível de armazenamento de águas nas hidrelétricas fica abaixo do essencial para o funcionamento e é necessário acionar mais termelétrica, que suprem a demanda mais a um custo mais alto.

Com a estiagem a atingir as principais hidrelétricas brasileiro o consumidor já tem arcado com o custo da bandeira 2 vermelha neste mês de outubro, porém paga o valor sem  o reajuste de dois dígitos. Em contrapartida ao aumento salgado, a agência reguladora não alterou o valor para a bandeira 1 vermelha, o mantendo em R$ 3 a cada 100 kWh consumidos.  Já a taxa da bandeira amarela cairá pela metade, de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 kWh consumidos. (Do Valor Econômico)

Petrobras aumenta preço do botijão de gás em 9,8%

A Petrobras aumentou em 9,8%, em média, os preços do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, vendido em botijões de até 13 kg (P-13). O reajuste entra em vigor a partir de 0h da próxima terça-feira (21).

O último reajuste realizado pela companhia ocorreu em 1º de setembro de 2015. A revisão dos preços não se aplica ao GLP destinado a uso industrial.

A Petrobras informou que o reajuste será aplicado sobre os preços praticados pela companhia, sem a incidência de tributos.

A estatal calcula que o preço do botijão P-13 para o consumidor final pode subir 3,1%, ou cerca de R$ 1,76 por botijão, se o aumento for integralmente repassado aos clientes e se mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

“Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, afirma a empresa, em nota. (Do G1)

Preço do botijão de gás sobe entre 8% e 10% em Pernambuco

gasO botijão de gás está mais caro em Pernambuco. Entrou em vigor na quinta-feira (1º) o reajuste de 8% a 10% autorizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para as revendedoras do estado. Assim, o bujão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) que custava entre R$ 40 e R$ 50 passa a ser vendido por valores que variam entre R$ 43 e R$ 55.

Em Pernambuco, existem 1.800 revendedoras de GLP. Como o mercado é livre, cada uma pode definir o preço final ao consumidor a partir dos limites estabelecidos pela ANP. O reajuste foi concedido com base na variação da inflação, aumento dos custos operacionais e salariais da categoria.

Em Pernambico, são vendidos 1,6 milhão de bujões de 13 quilos por mês. O Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás (Sinergas-PE) alerta que o consumidor deve comprar o GLP apenas em revendedoras autorizadas. Produtos de procedência duvidosa podem colocar em risco a integridade do cliente. (Do G1/PE)

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