Semana Nacional do Trânsito tem programação em Petrolina e Parnamirim

Foto: reprodução

Entre os dias 18 e 25 de setembro, será realizada a ‘Semana Nacional do Trânsito’, campanha que ocorre anualmente em todo o país e que tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da responsabilidade no trânsito. No Sertão de Pernambuco, atividades alusivas acontecerão em Petrolina e Parnamirim.

Em Petrolina, a programação começará nesta terça-feira (18), com uma palestra educativa no Sest/Senat, às 08h30. Blitzes educativas serão realizadas a partir da quarta-feira (19) nas principais avenidas da cidade, e seguem até o dia 25 de setembro. Orientações sobre os perigos do efeito do álcool ao volante, uso do celular ao dirigir, o não uso de cinto de segurança e sobre outras irresponsabilidades no trânsito serão repassadas a pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas ao longo da semana.

Encerrando as atividades da Semana Nacional do Trânsito em Petrolina, no dia 30 de setembro acontecerá um passeio ciclístico na Orla da cidade, a partir das 08h.

Já em Parnamirim, no dia 23 de setembro também será realizado um passeio ciclístico pelas ruas da cidade. A concentração será no Parque Aluízio Alves, localizado na Avenida Castor Vieira Régis, no bairro Cohabinal. Haverá sorteio de brindes e os primeiros 300 inscritos ganham uma camisa do evento. As inscrições podem ser feitas pelo site.

 

 

 

Motorista embriagado que causar acidente com vítima agora tem pena maior

Imagem da internet

Entra em vigorar nesta quinta-feira (19) a Lei 13.546/2017, que ampliou as penas mínimas e máximas para o condutor de veículo automotor que provocar, sob efeito de álcool e outras drogas, acidentes de trânsito que resultarem em homicídio culposo (quanto não há a intenção de matar) ou lesão corporal grave ou gravíssima. A nova legislação, sancionada pelo presidente Michel Temer em dezembro do ano passado, modificou artigos e outros dispositivos do Código Brasileiro de Trânsito (Lei 9.503/1997).

Antes, a pena de prisão para o motorista que cometesse homicídio culposo no trânsito estando sob efeito de álcool ou outras drogas psicoativas variava de 2 a 5 anos. Com a mudança, a pena aumenta para entre 5 e 8 anos de prisão. Além disso, a lei também proíbe o motorista de obter permissão ou habilitação para dirigir veículo novamente. Já no caso de lesão corporal grave ou gravíssima, a pena de prisão, que variava de seis meses a 2 anos, agora foi ampliada para prisão de 2 a 5 anos, incluindo também a possibilidade de suspensão ou perda do direito de dirigir.

As alterações no Código Brasileiro de Trânsito (CBT) também incluem a tipificação como crime de trânsito a participação em corridas em vias públicas, os chamados rachas ou pegas. Para reforçar o cumprimento das penas, foi acrescentada à legislação um parágrafo que determina que “o juiz fixará a pena-base segundo as diretrizes previstas no Artigo 59 do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), dando especial atenção à culpabilidade do agente e às circunstâncias e consequências do crime”.

Para a professora Ingrid Neto, doutora em psicologia do trânsito e coordenadora de um laboratório que pesquisa o tema no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), uma legislação que endureça as penas para quem comete crimes de trânsito é importante para coibir a prática, mas não pode ser uma ação isolada. “Quando a gente fala em segurança do trânsito, estamos tratando desde as ações de engenharia e infraestrutura das vias, o trabalho de educação no trânsito [voltado à prevenção], e o que chamamos de esforço legal, que é justamente uma legislação dura, que as pessoas saibam que ela existe, mas combinada com um processo efetivo de fiscalização”, argumenta.

Para Ingrid, por mais dura que seja um legislação, ela não terá efeitos se não vier articulada com outras iniciativas complementares. “Na lei seca [que tornou infração gravíssima dirigir sob efeito de álcool] nós vimo isso. No começo, houve uma intensa campanha de educação e fiscalização, o que reduziu de forma significativa o índice de motoristas que bebe e insistem em dirigir, mas a partir do momento que a fiscalização foi reduzida, as pessoas se sentiram novamente desencorajadas a obedecer a lei”, acrescenta. (Agência Brasil)

Ouricuri, Araripina e Trindade receberão Caravana de Educação de Trânsito a partir desta terça-feira (13)

Três municípios do Sertão do Araripe receberão, desta terça-feira (13) até o próximo dia 20, a Caravana de Educação de Trânsito, parceria da Secretaria das Cidades (Secid), por meio do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE). A ação será realizada em Araripina, Trindade e Ouricuri.

Serão oferecidos, entre outras ações, capacitação para instrutores dos Centros de Formação de Condutores (CFC’s), blitz, palestras, fóruns e ações, encerrando com o curso de pilotagem defensiva na cidade de Araripina.

Haverão palestras importantes sobre educação de trânsito, realizadas em escolas estaduais da região. O público alvo são os jovens, por isso a linguagem é diferenciada e a abordagem focada naquilo que eles mais valorizam, seus sonhos, sua independência e sua saúde. A programação completa em cada cidade pode ser conferida acessando aqui. (Por Carlos Britto)

Cai o número de acidentes, mortos e feridos nas rodovias federais em Pernambuco em 2017

As rodovias federais que cortam Pernambuco foram cenário de 3.435 acidentes ao longo de 2017. Durante o ano passado, os acidentes ocorridos nas estradas federais no estado resultaram em 343 pessoas mortas e em 3.086 feridos. Os dados, que foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta sexta-feira (19), são todos menores que os registrados em 2016.

Em comparação com os dados de 2016, os números apresentam redução de 11,3% na quantidade de mortes, de 5,4% na de acidentes e de 1,9% na de feridos. Naquele ano, foram contabilizados 3.634 acidentes, com 3.146 pessoas feridas e 387 vítimas fatais nas rodovias federais em Pernambuco.

Com relação a 2017, a principal causa dos acidentes nas estradas federais que cortam o estado foi a falta de atenção, tanto pelos motoristas na direção do veículo como pelos pedestres ao atravessarem as rodovias, correspondendo a 43% do total. Em seguida, aparecem a ingestão de álcool, com 8,2%, e não guardar distância de segurança, que ocorre quando o veículo fica muito próximo do que segue à frente e não consegue frear a tempo de evitar uma colisão, com 7,2%.

As mortes ocorridas em rodovias federais no estado no ano de 2017 foram provocadas, principalmente, por colisões frontais (23,6% do total), seguidas por atropelamentos de pedestres (20,9%), e por colisões transversais (10,7%). Os homens foram 85% das vítimas mortas em estradas federais em Pernambuco.

Em conjunto com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 62 vítimas de acidente foram resgatadas pela Base de Operações Aéreas da PRF, que realizou 172 missões, entre janeiro e dezembro de 2017. Também no mesmo período, a Polícia Rodoviária Federal recuperou 276 veículos, apreendeu 42 armas, 807 munições e 1,1 milhão de maços de cigarro.

Ainda sobre o combate ao crime nas estradas federais em Pernambuco, a PRF prendeu 403 pessoas por diversos crimes, como roubo, receptação, porte ilegal de arma, contrabando e tráfico de entorpecentes. Em 2017, também foram resgatados 109 animais silvestres e retirados 1.101 animais de grande porte das rodovias que cortam o estado.

Outras estatísticas

A PRF também informou que, ao longo de 2017, foram fiscalizados 227.857 veículos e 235.467 pessoas, com a emissão de 143.128 autuações por diversas infrações ao Código de Trânsito Brasileiro. Entre elas, destacam-se 5.190 pela falta do cinto de segurança, 5.179 por ultrapassagens indevidas, 636 pela ausência de capacete e 454 pelo não uso da cadeirinha.

Ao todo, foram realizados no ano passado 80.113 testes com o bafômetro, que resultaram na autuação de 1.751 motoristas, além da prisão de 160 condutores que estavam sob efeito de álcool. Também em 2017, os radares registraram 31.845 imagens de veículos com excesso de velocidade. (Do G1)