Ouricuri supera meta de vacinação contra gripe e atinge 98,91% da cobertura vacinal

O município de Ouricuri, no Sertão do Araripe pernambucano, foi o primeiro da região a alcançar a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (90%) na cobertura da vacina contra a gripe. Ao término da campanha, sexta-feira (31 de maio), Ouricuri superou a meta atingindo 98,91% da cobertura vacinal.

Segundo informou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) de Ouricuri, Jacilene Matos, ao Programa Tribuna Livre Meio Dia da Rádio Grande Serra FM 91,3 nessa quinta-feira (06) o estoque da vacina contra gripe chegou ao fim no município.

Equipe da saúde de Santa Filomena continua realizando mutirões contra gripe

Dando continuidade à campanha de vacinação contra vírus influenza, a Secretaria de Saúde de Santa Filomena realizou mais um mutirão de vacinação em frente ao prédio da Prefeitura na manhã desta quinta-feira (23), em uma tenda instalada para vacinar idosos e pessoas cabíveis dentro do quadro de vacinação contra gripe.

A campanha de vacinação segue até o dia 31 de maio e a vacina está disponível em todos os PSFs do município.

Programa pretende ampliar serviços e horários de postos de saúde

O Ministério da Saúde pretende ampliar os serviços e os horários de atendimento das unidades de saúde da família (USFs). Por meio do programa Saúde na Hora, anunciado ontem (16), a ideia é disponibilizar mais recursos para prefeituras que, em contrapartida, devem cumprir requisitos como abrir as unidades de saúde no horário de almoço, à noite e nos finais de semana, bem como manter prontuários eletrônicos atualizados.

Esse programa inicia a reorganização da atenção primária [à saúde]. Ele tem um olhar que facilita para que o gestor municipal possa reorganizar o horário de funcionamento e o número de equipes e os critérios mínimos de atendimento de suas unidades, priorizando a gestante, a vacinação, e dando, às USFs utilização, uma vez que são prédios públicos que ficavam abertos somente das 7 às 11h e das 13 às 17h”, explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, hoje (16) ao anunciar o programa.

Dessa forma, o governo pretende auxiliar os gestores municipais a reorganizarem o formato dessas unidades que, atualmente, é de 40 horas semanais. “Acrescentamos os [formatos] de 60 e 75 horas semanais. Isso descomprimirá a porta de urgência das unidades de pronto atendimento e dos prontos-socorros”, acrescentou.

As unidades terão, também, de ampliar a oferta de serviços à população. Entre os serviços a serem prestados estão o de acolhimento com classificação de risco; consultas médicas e de enfermagem nos três turnos; consultas de pré-natal; oferta de vacinação; coleta de exames laboratoriais; rastreamento de recém-nascidos, gestação e de doenças sexualmente transmissíveis; e pequenos procedimentos injetáveis, curativos, além de pequenas cirurgias e suturas.

De acordo com levantamento apresentado pelo ministro, 336 USFs já funcionam em horário ampliado; e 2.289, localizadas em 400 municípios, já estão aptas a participar do programa. A essas cidades basta enviar proposta ao Ministério da Saúde por meio do sistema E-Gestor. A proposta deverá informar quais unidades pretendem adaptar ao novo modelo.

Segundo o Ministério da Saúde, há, no país, 42 mil postos de saúde. A maioria funciona no regime de 40 horas semanais.

Mais recursos

O incremento nos repasses dependerá da quantidade de equipes e do modelo de ampliação de cada unidade.

As USFs que ampliarem de 40 para 60 horas, sem atendimento odontológico, receberão um incentivo de adesão de R$ 22,8 mil. Caso tenham atendimento de saúde bucal, o incentivo sobe para R$ 31,7 mil. Já as unidades que atendem pelo período de 75 horas semanais e fazem atendimento de saúde bucal receberão um incentivo de adesão de R$ 60 mil. Quanto ao financiamento das USFs, os repasses terão aumentos que variam de 106,7% a 122%.

A previsão é de que, em 2019, o programa represente um aumento de R$ 150 milhões no orçamento das unidades, para atender cerca de 1 mil unidades – número que, segundo o ministro, pode ser ampliado para 1,3 mil em 2020; 1,7 mil em 2021; e 2 mil em 2022.

A portaria que institui o programa foi assinada durante a cerimônia de ontem e deve ser publicada no Diário Oficial da União de amanhã (17). (Da EBC)

Faltam 60% dos medicamentos na Farmácia de Pernambuco

Imagem ilustrativa

Dos 231 medicamentos que devem fazer parte da lista da Farmácia de Pernambuco, 139 estão em falta. A conta espelha uma taxa de desabastecimento de 60% e retrata as queixas frequentes dos pacientes que precisam da medicação para manter sob controle doenças crônicas, transtornos mentais, patologias autoimune, deficiência do hormônio de crescimento e até dores superintensas só aliviadas com morfina. O dado é do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que há cerca de três anos abriu inquérito civil público para apurar o desabastecimento.

“Há momentos em que os remédios chegam à farmácia, mas imediatamente a escassez aparece. Medicações para hipertensão arterial pulmonar, por exemplo, já faltaram por cerca de um ano. Ingressamos, então, com ação judicial para o Estado comprar o remédio. Ao longo do tempo, percebemos que outras medicações apresentam oferta irregular”, destaca a promotora de Defesa da Saúde da Capital, Maria Ivana Botelho, que preside o procedimento sobre a Farmácia do Estado.

O índice de desabastecimento, segundo ela, vem da lista disponibilizada pelo governo estadual mensalmente para que o MPPE acompanhe a oferta das medicações. “Essa relação é a mais atual, de fevereiro. Ainda vamos receber a de março. O secretário estadual de Saúde (André Longo) nos garantiu que a disponibilidade de medicamentos é uma das prioridades da gestão. Vamos ter audiência no fim deste mês para debater questões relativas à falta de remédios”, frisa. Ela acrescenta que, durante o encontro, o MPPE discutirá atitudes que o Estado possa tomar para garantir a normalidade do estoque.

A promotora reconhece que o subfinanciamento da Saúde é um dos fatores que comprometem a oferta de medicações. “Já fizemos audiência com fornecedores. Eles alegam não ter condições de se manter com o débito do Estado, que paga a alguns em atraso e continua em dívida com outros”, diz Maria Ivana.

Desde janeiro, assim que assumiu o cargo de secretário de Saúde, André Longo sinaliza reconhecer o problema do desabastecimento. “Por mês, são desembolsados R$ 5 milhões para a compra dos medicamentos. Admitimos que é insuficiente. Estamos criando logística que otimize o processo de compra. Queremos criar um consórcio para que os Estados do Nordeste façam compra compartilhada, em grande escala, para alcançarmos economicidade perante os fornecedores”, informa Longo.

O secretário acrescenta que estão em pauta outros projetos para a farmácia, como a criação de um aplicativo para o cidadão verificar a disponibilidade dos medicamentos sem ter que ir ao estabelecimento. “Também estudamos a possibilidade de melhorar a distribuição dos insumos, com entrega em domicílio.”

Vacinação contra a gripe começa amanhã em todo o país

Foto: reprodução

Começa nesta quarta-feira (10), em todo o país, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Nesta primeira fase, serão priorizadas crianças com idade entre 1 e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, de acordo com o Ministério da Saúde, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.

A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

A escolha dos grupos segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, segundo a pasta, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. A meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.

A vacina

Em nota, o Ministério da Saúde destacou que, em relação ao ano passado, houve alteração de duas cepas na vacina. Em função da mudança na composição, a pasta considera “imprescindível” que os grupos selecionados, ainda que já tenham sido imunizados anteriormente, recebam a nova dose este ano.

“O Ministério da Saúde não indica a utilização da vacina contra influenza com cepas 2018, pois não tem a mesma composição da vacina de 2019, o que faz com que não seja eficaz para proteção.”

Sintomas e prevenção

A orientação da pasta é que indivíduos que apresentem sintomas de gripe evitem sair de casa durante o período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas), restrinjam o ambiente de trabalho para evitar disseminação, evitem aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados, e adotem hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Para prevenir a doença, o ministério recomenda medidas gerais de proteção, como a constante lavagem das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento, e a adoção da etiqueta respiratória, que consiste em espirrar na parte de dentro dos cotovelos e cobrir a boca ao tossir, visando à redução do risco de infecção pelo vírus.

Outra dica importante é não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas. É importante ficar alerta a sinais e sintomas de gravidade para, nesses casos, buscar imediatamente avaliação em uma unidade de saúde. (Agência Brasil)

Agentes Comunitários de Endemias intensificam trabalhos contra o mosquito da dengue em Santa Filomena

Os Agentes Comunitários de Endemias (ACEs) estão intensificando seus trabalhos no município de Santa Filomena, Sertão do Araripe pernambucano, para combater o mosquito da dengue (Aedes Aegypti) na cidade.

Os agentes vêm fazendo o trabalho da distribuição de panfletos, fazendo o tratamento das casas nas residências da população e procurando focos do mosquito em lugares abandonados, que acumulam muita água.

Ouricuri: Para evitar demissão coletiva de médicos, Simepe intermedia negociações com Governo de PE

Em Ouricuri (PE), no Sertão do Araripe, o diretor regional do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Alexandre Lage, disse que a entidade está acompanhando o movimento dos profissionais do Hospital Regional Fernando Bezerra (HRFB), e tem buscado intermediar as negociações com o governo do Estado e a Santa Casa para que seja normalizado o pagamento dos salários atrasados referentes aos meses de dezembro e janeiro. O atraso no repasse de verbas ao HRFB tem provocado a insatisfação dos profissionais, em especial de um grupo de 30 médicos contratados como pessoa jurídica, os mais prejudicados pela falta de pagamento de remuneração.

Segundo Lage, existe o compromisso por parte da direção da unidade de saúde de que hoje será pago o mês de dezembro. “Os médicos que trabalham pelo Estado e os celetistas não vão parar. Este movimento atinge 30% dos médicos do hospital“.

Caso os médicos contratados como pessoa jurídica cumpram com a decisão de pedirem demissão coletiva serão suspensas as cirurgias eletivas realizadas no HRFB. O diretor regional do Simepe em Ouricuri disse que os atendimentos na emergência e na maternidade não serão afetados. A unidade é a referência no atendimento traumatológico e em cirurgia geral da região do Araripe.

O hospital é administrado pela Santa Casa de Misericórdia, a qual alega atraso nos repasses de verba do governo do Estado como motivo da falta de pagamento dos salários dos médicos. A crise vem se arrastando há alguns meses, provocando a insatisfação dos profissionais que trabalham no hospital. (Por Calos Britto)

Médicos ameaçam demissão coletiva por falta de pagamento no Hospital Regional em Ouricuri

O atendimento que não é satisfatório poderá piorar ainda mais, médicos que atendem no Hospital Regional Fernando Bezerra (HRFB) em Ouricuri, Sertão do Araripe, através de CNPJ, poderão realizar demissão coletiva devido o atraso de seus vencimentos. Os profissionais estão sem receber seus salários desde dezembro de 2018.

Em várias faixas fixadas em locais estratégicos da cidade de Ouricuri, os médicos informam o descaso do hospital, atualmente administrado pela Santa Casa de Misericórdia, e do Governo do Estado com a categoria em relação aos seus salários.

Vereadora Adelucia solicita da prefeitura de Ouricuri que Policlínica funcione 24 horas

Depois que médicos do Hospital Regional Fernando Bezerra, localizado na cidade de Ouricuri, decidiram por atender somente pacientes em situações de Urgência ou Emergência, a vereadora, também presidente da Câmara de Ouricuri, Adelucia Cléa, solicitou através de indicação ao prefeito do município, Ricardo Ramos, que a Policlínica Municipal Helena Alencar Barreto tenha atendimento médico 24h.

“Tenho acompanhado com muita preocupação esta questão do atendimento a saúde, pois sabemos da grande demanda do Hospital regional Fernando Bezerra e depois que os profissionais decidiram por atender somente os casos de urgências e emergências, a população precisa urgentemente de um atendimento ambulatorial”, declarou Adelucia.

A indicação foi aprovada por unanimidade na Casa Legislativa na sessão ordinária da última terça-feira (22).

Equipe Médica do Hospital Regional Fernando Bezerra em Ouricuri restringe atendimento devido falta de pagamento

 

Com uma situação que persiste há meses, médicos que atendem no Hospital Regional Fernando Bezerra, em Ouricuri, divulgaram um comunicado na manhã desta terça-feira (16), informando que os atendimentos da unidade ficarão restritos as classificações Laranja e Vermelha, urgência e emergência, respectivamente.

Essa decisão, já repassada a direção do hospital, tem como motivo o não pagamento dos médicos plantonistas, com salários atrasados desde outubro de 2018.

Além dos médicos, funcionários de outras categorias estão passando pelo mesmo problema. A Santa Casa de Misericórdia, administradora da unidade, ainda não se pronunciou sobre a decisão da equipe médica.