Croácia vence Inglaterra na prorrogação e está na final da Copa

A Croácia enfrentou sua terceira prorrogação seguida e eliminou a Inglaterra com um gol salvador de Mandzukic, em virada na prorrogação. Os croatas vão para a primeira final de Copa do Mundo da sua história após uma partida de altos e baixos. Foram dominados no primeiro tempo por uma Inglaterra que marcou um gol cedo, aos 5 minutos, mas se acomodou com o resultado e perdeu boas chances de ampliar. No segundo tempo, a Croácia apareceu, fazendo a melhor performance desde a fase de grupos.

“Estamos na final. Foi merecido. Não fui eu [o responsável pela vitória], foram os jogadores. O que esses meninos fizeram hoje, o quanto lutaram e correram, isso tem que ficar na história”, disse o técnico da Croácia, Zlatko Dalic após a partida.

A Croácia correu e lutou. Mesmo quando o ataque parecia nulo, com Rebic e Mandzukic errando tudo que tentavam, a defesa foi sólida na maior parte do tempo. Quando funcionou, o ataque teve a colaboração fundamental do lateral Vrsaljko e do meia Perisic.

O artilheiro inglês Harry Kane foi discreto. Desperdiçou as poucas chances que teve e jogou recuado, buscando o jogo no meio campo na maior parte do tempo. A Inglaterra cai em uma semifinal de Copa do Mundo novamente, após 28 anos.

Primeiro tempo: 1 a 0

A Inglaterra começou o jogo a todo vapor. Logo aos cinco minutos, Modric derrubou Dele Alli perto da meia-lua da área. O lateral Trippier fez uma cobrança perfeita e não deu chances para o goleiro Subasic. A Inglaterra conseguia seu gol no início da partida. Era o cenário perfeito para o time do técnico Gareth Southgate.

Com o gol cedo, a disposição para atacar passou para o lado croata. A Croácia, que teve dificuldades para marcar gols nas fases eliminatórias da Copa, precisava empatar o jogo, mas esbarrava no sistema defensivo inglês e no próprio nervosismo.

A Inglaterra aproveitou os espaços e quase marcou em jogadas de velocidade. Pegando a defesa desarrumada, Harry Kane quase marcou e perdeu dois gols incríveis. Para sorte dele, o juiz marcou impedimento nas duas chances. Em uma delas, o impedimento era duvidoso.

A Croácia pouco ameaçou na primeira etapa. A melhor chance foi nos minutos finais. Após um erro de saída de bola do goleiro Pickford, Rakitic entrou na área, deu um lençol no zagueiro, mas, na hora de ajeitar para o chute, foi desarmado.

Segundo tempo: 1 a 1

O segundo tempo mostrou um jogo mais consistente da Croácia no ataque. A Inglaterra tinha espaço para contra-ataques e a partida ficou movimentada. O sistema defensivo inglês, eficiente até então, ruiu aos 22 minutos do segundo tempo. Vrsaljko cruzou pela direita e Perisic foi mais esperto que a defesa inglesa. Se antecipou de Trippier e Walker e, na base da raça, deu um toque providencial para o gol.

A Inglaterra sentiu o gol sofrido. O sistema defensivo inglês perdeu a concentração e passou a errar muito, principalmente nas saídas de bola. A Croácia melhorou no jogo e criou as melhores oportunidades a partir de então. Perisic teve a chance de marcar seu segundo gol, mas a bola bateu na trave. No rebote, Rebic chutou em cima de Pickford.

Prorrogação: 2 a 1

A Croácia foi melhor até o final do segundo tempo, mas não teve forças para virar o jogo. Os dois times foram para a prorrogação. Foi a terceira prorrogação seguida da Croácia. A Inglaterra melhorou na prorrogação e conseguiu reequilibrar a partida. O segundo tempo da prorrogação mostrou uma Croácia ofensiva novamente. E chegou ao gol da vitória com Mandzukic, que fez um gol típico de centroavante, aproveitando uma bola sobrada na área. Mesmo perdendo, a Inglaterra não teve forças para pressionar a Croácia, que foi eficiente na defesa e esperta no ataque. Quando recuperavam a bola, gastavam tempo no ataque.

Após o apito final de um jogo tenso, a Croácia pode comemorar a primeira final de Copa da história. Croatas e franceses se enfrentam na final no próximo domingo (15), ao meio-dia. A decisão do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra será no sábado (14), às 11h. (Agência Brasil)

Mulheres denunciam estupro em massa em República

Homens armados aterrorizaram vítimas por horas; país sofre com abusos em guerra civil

Num país que já sofre com a devastação provocada pela guerra civil, mulheres da República Centro-Africana (RCA) relataram um cativeiro e estupros em massa em uma zona rural em fevereiro. A informação veio de dez sobreviventes que foram levadas ao hospital de Bossangoa (Oeste) e receberam atendimento de emergência por uma equipe da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF). Muitas mais recusaram tratamento por medo de serem estigmatizadas em seus vilarejos.

As vítimas foram levadas ao hospital no último dia 3. Ali, relataram um ataque no dia 17 de fevereiro, perto de Kiriwiri, vilarejo a menos de 60 km de distância. As mulheres disseram que estavam com um grupo com mais pessoas na selva pegando água, lavando roupas e cuidando de suas colheitas quando homens de um grupo armado local as levaram como reféns. Algumas mulheres conseguiram fugir, mas outras foram sequestradas e levadas para o acampamento do grupo armado. Os homens as estupraram várias vezes ao longo do dia antes de liberá-las, segundo os relatos.

Pelo temor de ataques de grupos rebeldes na região, o medo de sofrerem mais violência sexual e o estigma do estupro, as mulheres que conseguiram ter acesso a atendimento médico não saíram dos vilarejos até o dia 2. Uma ONG conseguiu enviar motocicletas para levar algumas das mulheres até o hospital, segundo a MSF. Mas já era tarde demais para o tratamento que impede a transmissão de HIV (que precisa ser administrado nas 72 horas após o estupro).

— As mulheres que atendemos estavam lidando com a situação de maneira diferente, mas todas estavam incrivelmente traumatizadas. Algumas estavam em choque total, enquanto outras ficaram paralisadas pelo medo, ou acharam muito difícil falar sobre o incidente. Algumas mulheres foram feridas por faca. Foi horrível testemunhar isso e desejo força a elas. Nossa equipe de maternidade as tratou com dignidade e paciência e forneceu um espaço seguro e confidencial para começar a processar o que aconteceu — afirmou Soulemane-Amoin, obstetriz da MSF responsável pelo hospital.

Ex-colônia francesa, a República Centro-Africana viveu a maior parte do século em guerras civis entre o governo e grupos rebeldes cristãos e muçulmanos. Todos os lados são acusados de graves violações aos direitos humanos e até genocídio. Pelo menos 6 mil pessoas foram mortas desde 2012, e ioutras centenas de milhares acabaram deslocadas.

A ONU mantém desde 2013 uma força de paz no país, que sofreu com graves acusações de abusos sexuais contra mulheres e crianças por soldados. Recentemente, o Brasil se dispôs a liderar a campanha de pacificação da entidade ao disponibilizar o contingente de militares da recém-terminada missão no Haiti. (Por Jornal O Globo)

Com receio de sair derrotado, Temer quer prolongar ação no TSE

O presidente Michel Temer se reuniu nesta quarta-feira (24) com os seus principais assessores e advogados para discutir o agravamento da crise política após a delação da JBS. Como o chefe do Execucutivo federal descarta a renúncia e não acredita no processo de impeachment via Câmara, a preocupação do governo é a ação ajuizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. O julgamento será retomado em 6 de junho.

O governo já trabalha com a possibilidade de um placar contrário para Temer no TSE. Mas, mesmo assim, está “disposto a enfrentar” para “prolongar” o resultado. Isto é, vai trabalhar por um julgamento longo, apostando em um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso), sem desfecho em junho.

A estratégia discutida- que estava descartada antes da delação da JBS- é um pedido de vista por algum ministro . Desta forma, o governo ganha tempo no tribunal já que o julgamento seria, mais uma vez, interrompido por um ministro para que ele tivesse mais tempo para analisar o processo.

Antes da delação da JBS, Temer queria finalizar o processo no TSE agora em junho. O Planalto tinha segurança do resultado favorável ao governo e queria eliminar focos de pressão exatamente por temer o avanço das investigações da Lava Jato envolvendo peemedebistas e quadros importantes do governo.

Mas o cenário mudou. Como o blog antecipou nesta semana, no entanto, o governo já conta com três votos contrários a Temer. Está em dúvida em relação ao quarto voto. São sete ministros ao total na corte. Na dúvida, Temer prefere, segundo seus auxiliares, aposta em um cenário de crise prolongada. (G1 Politica)

‘Vou sair dessa crise mais rápido do que se pensa’, diz Temer

 

O Blog Camarotti conversou na noite desta quinta-feira com Michel Temer, depois da divulgação pelo Supremo Tribunal Federal do trecho da gravação que mostra um diálogo entre o empresário Joesley Batista e o presidente. Veja os principais pontos:

“Não estou comprando o silêncio de ninguém, isso não é verdade. Os áudios comprovam isso.”

“Essa é a tese que alicerça esse inquérito, de que eu avalizei a compra do silêncio do Eduardo Cunha. O que alicerça esse inquérito é que ele [Joesley Batista] teria dito que eu teria concordado com a compra do silêncio, o que não existe.”

“O que ele [Joesley] disse e que eu concordei é que ele estava se dando bem com Eduardo Cunha, por isso falei ‘mantenha isso.”

“Fiquei profundamente agastado com o episódio. Isso é uma irresponsabilidade. Não se pode tratar o país desse jeito. A Bolsa desabou!”

“Ninguém chega aqui para me pedir renúncia. Pelo contrário, todos estão pedindo para eu resistir. Vou resistir. Se precisar, vou fazer outro pronunciamento amanhã. Vou sair dessa crise mais rápido do que se pensa.”

“A montanha pariu um rato.”         (Blog Camarotti)

Íntegra do pronunciamento de Michel Temer

imagem da internet

“Olha, ao cumprimentá-los, eu quero fazer uma declaração à imprensa brasileira e uma declaração ao País. E, desde logo, ressalto que só falo agora – os fatos se deram ontem – porque eu tentei conhecer, primeiramente, o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei, aliás, oficialmente, ao Supremo Tribunal Federal, acesso a esses documentos. Mas até o presente momento não o consegui.

Quero deixar muito claro, dizendo que o meu governo viveu, nesta semana, seu melhor e seu pior momento. Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno ao crescimento da economia e os dados de geração de empregos, criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam, no Congresso Nacional. Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada.

Portanto, todo um imenso esforço de retirar o País de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do País. Houve, realmente, o relato de um empresário que, por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse. E somente tive conhecimento desse fato nessa conversa pedida pelo empresário.

Repito e ressalto: em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima: exata e precisamente porque não temo nenhuma delação, não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder, sempre honrei meu nome, na universidade, na vida pública, na vida profissional, nos meus escritos, nos meus trabalhos. E nunca autorizei, por isso mesmo, que utilizassem o meu nome indevidamente.

E por isso quero registrar enfaticamente: a investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal será território, onde surgirão todas as explicações. E no Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos.

Não renunciarei, repito, não renunciarei! Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida, para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Esta situação de dubiedade ou de dúvida não pode persistir por muito tempo. Se foram rápidas nas gravações clandestinas, não podem tardar nas investigações e na solução respeitantemente a estas investigações.

Tanto esforço e dificuldades superadas, meu único compromisso, meus senhores e minhas senhoras, é com o Brasil. E é só este compromisso que me guiará.

Muito obrigado. Muito boa tarde a todos.”

Deputados protocolam pedidos de impeachment de Temer

Deputados federais pediram o impeachment do presidente da República, Michel Temer (PMDB), no plenário da Câmara na noite desta quarta-feira (17) após a revelação de um áudio em que o peemedebista supostamente pede para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A denúncia foi publicada no site do jornal “O Globo”.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou um pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB). O pedido ainda precisa ser aceito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Se ele for aceito, será criada uma comissão especial para analisar o assunto. (G1 Petrolina)

Temer cancela agenda e diz a parlamentares que “não vai cair”

O presidente, Michel Temer, acaba de cancelar sua agenda oficial para esta quinta-feira (18). Segundo a assessoria do Planalto, não houve cancelamento, mas, sim, “alteração” o presidente se dedicará a “despachos internos” em vez de manter reuniões durante todo o dia com parlamentares.

Conforme o UOL apurou, assessores próximos ao presidente se reuniram para avaliar se Temer fará pronunciamento em rede nacional defendendo-se das acusações de que teria dado aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Temer tentou manter a normalidade dos trabalhos no gabinete. Chegou antes das 8h no Palácio do Planalto e cumpriu o primeiro compromisso político com a bancada do Acre no Congresso.

Planalto

A um grupo de parlamentares Temer afirmou que não irá deixar o cargo. “Não vou cair”, disse Temer, segundo relato feito à Reuters pelo senador Sérgio Petecão (PSD), coordenador da bancada do Acre no Congresso que cumpriu agenda com o presidente na manhã de hoje.

Essa expressão, conforme o senador, foi repetida várias vezes durante a conversa com os parlamentares. (Uol Noticias)

Temer é gravado dando ordem para comprar silêncio de Cunha

Os donos do frigorífico JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato. A informação é do colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim.

Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Ainda não há informação sobre se a delação foi homologada. O Supremo Tribunal Federal (STF) disse que não irá se pronunciar nesta quarta-feira (17) sobre a delação.

Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: “tem que manter isso, viu?”

Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, e filmada pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG). 

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”. (Veja no final do texto a íntegra da nota).

Aécio não se manifestou. A JBS e a defesa de Eduardo Cunha informaram que não se pronunciarão.

Segundo o jornal, em duas ocasiões em março deste ano Joesley conversou com Temer e com Aécio levando um gravador escondido.

O colunista conta que os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade.

Joesley contou ainda que seu contato no PT era Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff. Segundo “O Globo”, o empresário contou que era com Mantega que o dinheiro da propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados, e também era o ex-ministro que operava os interesses da JBS no BNDES.

Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: “tem que manter isso, viu?”

Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, e filmada pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG). 

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”. (Veja no final do texto a íntegra da nota).

Aécio não se manifestou. A JBS e a defesa de Eduardo Cunha informaram que não se pronunciarão.

Segundo o jornal, em duas ocasiões em março deste ano Joesley conversou com Temer e com Aécio levando um gravador escondido.

O colunista conta que os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade.

Joesley contou ainda que seu contato no PT era Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff. Segundo “O Globo”, o empresário contou que era com Mantega que o dinheiro da propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados, e também era o ex-ministro que operava os interesses da JBS no BNDES. (G1 Politica)

Ex-presidente Lula joga a culpa pelo triplex em Marisa




O depoimento do ex-presidente Lula ao juiz federal Sérgio Moro na ação que apura a venda e a propriedade do tríplex no Guarujá durou quase cinco horas. Durante boa parte do tempo, o petista se limitou a refutar ser dono do imóvel e chegou a falar em “venda” da cota da Bancoop sem o consentimento dele e de dona Marisa.

Lula confirmou ter ido ao apartamento e listado vários “problemas” ao então presidente da OAS Léo Pinheiro, mas “não sabe por que” não comunicou que não havia interesse no imóvel. Lula, por diversas vezes, atribui à falecida mulher as iniciativas com relação ao tríplex. Segundo ele, dona Marisa tinha “uma coisa muito importante: não gostava de praia”.

Em um trecho do depoimento, Lula é peremptório: “A propriedade do tríplex é de dona Marisa”. (Diário do Poder)

Lula se contradiz sobre relação entre ex-diretor da Petrobras e ex-tesoureiro do PT




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que depôs ao juiz Sérgio Moro em uma ação da Lava Jato nesta quarta-feira (10), entrou em contradição ao ser questionado se sabia da relação entre o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Lula disse primeiro que não tinha conhecimento da relação dos dois. Depois, ele admitiu que pediu que Vaccari intermediasse um encontro com Duque.

Moro chamou a atenção do ex-presidente com relação às declarações. Veja parte do trecho:

Sérgio Moro: O senhor Renato de Souza Duque tinha alguma relação com o senhor João Vaccari Neto?

Lula: Não sei.

Sérgio Moro: O senhor ex-presidente não tem conhecimento de nenhuma relação entre os dois?

Lula: Eu sei que tinha porque na denúncia aparece…

Sérgio Moro: Não, na época dos fatos né?

Lula: Não.

Sérgio Moro: Salvo equívoco meu, senhor ex-presidente, há pouco eu perguntei se o senhor sabia se eles tinham alguma relação e o senhor falou que não. Então, o senhor tinha conhecimento que eles tinham alguma relação?

Lula: Eu pedi para o Vaccari se ele tinha como trazer o Duque para a reunião e ele disse que tinha. Isso não implica que ele tinha relação, implica que ele podia conhecer. (G1 Politica)