Partidos de centro e esquerda estudam se unir em federação para sobreviver a Bolsonaro

 

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A dificuldade de unir partidos de centro como PSDB, PSB, PV, PSD e setores do MDB e do DEM em uma única legenda fez surgir uma nova ideia: a formação de uma federação de agremiações que passassem a atuar em conjunto no Congresso e nas eleições. Haveria uma vantagem em relação à criação de um novo partido: na federação, cada legenda mantém sua estrutura e seu fundo partidário, em geral de alguns milhões.

Lideranças do PSB, do PSDB e do DEM já conversaram. A ideia é juntar o governador Márcio França (PSB-SP), de SP, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), entre outros, em torno do projeto.

A federação vincularia as legendas, pelos próximos dois anos, tanto em votações da Câmara dos Deputados e do Senado como nas eleições municipais.Todos os partidos seriam obrigados a lançar, juntos, um mesmo candidato nas cidades em que concorrerão às prefeituras. 

A possibilidade de criação de federações de partidos foi rejeitada em 2017. Mas outras propostas ainda tramitam no Parlamento e poderiam ser aceleradas caso as negociações vinguem. Pelos cálculos de uma das principais lideranças que participam dos diálogos, uma federação de centro somada a outra, de esquerda, poderia chegar a 300 parlamentares na Câmara. Seria a sobrevivência “da política” diante da ameaça de rolo compressor do futuro governo de Jair Bolsonaro. (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo)

Inep divulga gabaritos do Enem; resultado final sairá em janeiro

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga hoje (14) os gabaritos oficiais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na página do exame. Além dos gabaritos, o Inep vai divulgar os cadernos de questões aplicados nos últimos dias 4 e 11 a mais de 4 milhões de estudantes em todo o país.

Mesmo com o gabarito, os candidatos não conseguirão saber a nota que tiraram porque o sistema de correção do Enem usa a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que não estabelece previamente um valor fixo para cada questão. O valor varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item.

Assim, se a questão tiver grande número de acertos será considerada fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. O estudante que acertar um item com alto índice de erros, por exemplo, ganhará mais pontos por ele. Dessa forma, o candidato só saberá a sua nota nas provas objetivas após a divulgação do resultado final, em janeiro.

Os resultados individuais do Enem serão divulgados no dia 18 de janeiro.

Segunda-feira (12), o Inep anulou uma das questões da prova de matemática por já ter sido usada em um vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2013, descumprindo os requisitos de ineditismo e sigilo do exame. A autarquia instaurou sindicância para apurar responsabilidades.

O Enem foi aplicado nos dias 4 e 11 de novembro. No primeiro domingo, os estudantes fizeram provas de linguagem, ciências humanas e redação. No segundo domingo, fizeram provas de ciências da natureza e matemática.

A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). (Agência Brasil)

WhatsApp afirma que não foi contratado pela campanha de Jair Bolsonaro

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O WhatsApp divulgou nota na noite desta segunda-feira (12) informando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não foi contratado pela campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para fornecer “serviços de impulsionamento de conteúdo na rede mundial de computadores”.

A declaração do WhatsApp surge após o relator da prestação de contas da campanha de Bolsonaro no TSE, ministro Luís Roberto Barroso, atender a um pedido de área técnica da Corte e determinar que as principais plataformas de distribuição de conteúdo digital (Google, Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp) apresentassem dentro de um prazo de três dias informações sobre a contratação ou não de impulsionamento de conteúdo a favor de Bolsonaro durante a campanha.

No mês passado, o corregedor nacional da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, decidiu abrir uma ação de investigação judicial no TSE pedida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para que sejam investigadas as acusações de que empresas compraram pacotes de disparos em larga escala de mensagens no WhatsApp contra a legenda e a campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República. (Via Diário de Pernambuco)

Maitê Proença confirma ter sido sondada para o Ministério do Meio Ambiente

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Maitê Proença foi sondada para assumir o comando do Ministério do Meio Ambiente. A própria atriz confirmou a informação, mas ressaltou que, por enquanto, seu nome é “apenas uma ideia”.

“A ideia é tirar o viés ideológico a que o setor ambiental ficou associado. Trazer um nome que possa abrir as portas que se fecham para os ecologistas. Um nome ligado às causas ambientais, mas que circule nos diversos meios de forma isenta. E que possa colocar a pasta acima de picuinhas políticas. Concordo com tudo. Mas o meu nome é apenas uma ideia”, disse ao jornal O Globo.

A pasta do Meio Ambiente se tornou uma das maiores polêmicas da transição para o governo Jair Bolsonaro (PSL). O presidente eleito chegou a considerar a possibilidade de uma fusão com o Ministério da Agricultura. Porém, diante da repercussão negativa — inclusive com manifestações de funcionários e até do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi —, Bolsonaro decidiu recuar e manter as duas pastas.

Ainda segundo O Globo, apesar de não ser política, a atriz conta com bom trânsito na área ambiental e tem proximidade com Bolsonaro. Ela é ex-mulher e tem um filho com o empresário Paulo Marinho, que participou da campanha do presidente eleito. Ao jornal, porém, o empresário disse que “já deu sua contribuição”, não participa do governo e considerou a indicação de Maitê como “uma loucura”: “Não sei de onde tiraram isso”. (Via Diário de Pernambuco)

 

Quase 90% dos brasileiros rejeitam aumento para o STF, revela pesquisa

Segundo o Instituto Paraná, divulgada pelo Antagonista, 89,4% dos brasileiros consideraram injusto o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

A pesquisa mostra também que, para 91,1% dos entrevistados, os senadores deveriam ter esperado que Jair Bolsonaro assumisse o cargo para votar sobre o aumento, diz a revista Veja.

General Fernando Azevedo e Silva será ministro da Defesa de Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta terça-feira (13) o nome do general do Exército Fernando Azevedo e Silva como ministro da Defesa. Militar da reserva, Silva foi chefe do Estado Maior e assessorava, desde outubro o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

O comunicado foi feito por meio da página de Bolsonaro no Twitter, meio habitual de comunicação do presidente eleito. Silva foi ajudante de ordens do ex-presidente Fernando Collor de Mello e chefe da assessoria parlamentar do comandante do Exército.

O general Heleno tinha sido cotado para a Defesa, mas acabou sendo alocado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ficará, assim, mais próximo a Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

O general é o sétimo ministro anunciado pelo futuro governo Bolsonaro. Até o momento, o presidente eleito já indicou:

Na composição atual do governo existem 29 ministérios, e o presidente eleito já disse que pretende reduzir o número para 15.

Bolsonaro recebe apoio de Silvio Santos no Teleton: “vai ficar oito anos”

O presidente eleito Jair Bolsonaro falou ao vivo por telefone com Silvio Santos durante a maratona de programação do Teleton, no SBT, na noite deste sábado, 10. Durante a conversa, Silvio fez elogios ao capitão reformado e afirmou desejar que ele tenha oito anos de governo. O apresentador e controlador do SBT disse ainda ter a impressão de que o governo Bolsonaro seria seguido por mais oito anos de presidência de Sergio Moro, o escolhido para comandar a pasta da Justiça e Segurança Pública. 

“Não vou falar aquilo que eu penso, mas eu acho que, nos próximos oito anos o senhor vai ficar no nosso governo e depois nos outros oito anos tenho a impressão… Tenho palpite, claro, não sou político, mas acho que a sua escolha para o ministério colocando o juiz Moro, o Sérgio Moro… Eu acho que você pode ficar oito anos e depois, passando para o Moro, ele fica mais oito anos”, disse Silvio Santos a Bolsonaro durante a ligação telefônica televisionada ao vivo. 

Silvio Santos ainda disse que aquela era a primeira ligação de um presidente recebida por ele “em vinte e poucos anos que eu faço o Teleton”. “Eu acho que o Brasil vai ter 16 anos de homens com vontade de fazer o Brasil caminhar”, afirmou o apresentador. “Pode ser que isso não aconteça, mas, se depender da minha vontade e da vontade das pessoas que querem o Brasil pra frente, oito anos com Bolsonaro e oito com Moro, vamos ter 16 anos de um bom caminho”, concluiu. 

Bolsonaro respondeu dizendo ser fã de Silvio Santos e falou também sobre Moro. “Obrigada pela referência elogiosa ao nosso futuro ministro, Sergio Moro. Mérito dele, não é nosso”, afirmou. Bolsonaro disse que Moro é “o homem que nos deu esperança de poder viver num País, se não for sem corrupção, com menos corrupção”. 

O presidente eleito pediu ainda que eleitores que tenham ou não votado nele fizessem uma doação de ao menos R$ 5 ao Teleton, campanha que recolhe recursos para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). (Por Diário de Pernambuco)

Enem tem 66 eliminados e 29,2% de ausentes no segundo dia de provas

Ministro Rossieli Soares/Foto: Reprodução

No segundo domingo de provas, 1.610.681 estudantes faltaram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o que representa 29,2% dos 5.513.726 inscritos. O índice é maior do que o do domingo passado, que foi de 24,9%, mas é menor que as taxas registradas no segundo dia de provas em 2016 e 2017. 

O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou ser normal o aumento de ausências no segundo dia do exame. “O número de ausências foi menor que nos últimos anos, mas é um pouco maior do que no primeiro dia, o que é normal. Às vezes, o aluno não tem o desempenho que deseja ou imagina e acaba não indo no segundo dia”, argumentou.

Eliminados 

Neste domingo, 66 estudantes foram eliminados, a maioria por descumprimento das regras gerais do edital, como sair antes do horário permitido, usar material impresso e não atender a orientações dos fiscais. Dois foram eliminados na revista no detector de metais e por recusa na coleta dos dados biométricos.

Em nenhum local, a aplicação da prova foi suspensa. “A logística da aplicação funcionou maravilhosamente bem. Foi a melhor aplicação da história do Enem”, afirmou o ministro.

Os 1.752 participantes afetados, no domingo passado (4), pela interrupção de energia elétrica, em Porto Nacional (TO) e Franca (SP), têm direito à reaplicação, dia 11 de dezembro, das provas de linguagens, redação e ciências humanas. As provas para pessoas privadas de liberdade serão aplicadas dias 11 e 12 de dezembro. 

Gabarito

Os participantes responderam, neste domingo, às questões de matemática e ciências da natureza. Foram cinco horas para resolver 90 questões. As provas foram aplicadas em 10.718 locais, distribuídos em 1.725 municípios. São cerca de 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do Enem. 

O gabarito oficial será divulgado em 14 de novembro, juntamente com os cadernos de questões. Já o resultado deverá ser divulgado até o dia 18 de janeiro de 2019.

A nota do Enem pode ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). (Agência Brasil)

Brasil ocupa último lugar em pesquisa sobre professor

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A pesquisa foi realizada em 35 países pela Varkey Foundation e avaliou o ranking de prestígio de professores em vários países. O Brasil ficou em última posição, seguido de Israel (2º) e Itália (3º). Os países cujos professores têm o maior prestígio em sala e na sociedade são China (1º lugar), Malásia (2º), Tawain (3º) e Rússia (4º).

Na China, 81% das pessoas acreditam que os docentes são respeitados pelos alunos. No Brasil, menos de 1 em cada 10 brasileiros acha que professor é respeitado em sala de aula. O levantamento mostra ainda que 88% dos brasileiros consideram a profissão de professor como sendo de “baixo status”. (Via Blog do Magno Martins)

Na política, time de Bolsonaro tropeça na língua

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A articulação política de um governo com o Congresso exige a habilidade de um tecelão. A sutileza precisa ser ainda maior num instante em que um presidente eleito, Jair Bolsonaro, reivindica a aprovação de uma reforma previdenciária formulada na gestão do presidente que está em fim de linha, Michel Temer. A despeito disso, aliados de Bolsonaro resolveram cutucar o Legislativo com o pé para ver se os parlamentares mordem.

Até os líderes de partidos simpáticos a Bolsonaro estranharam o modo como Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, cobrou a aprovação da reforma da Previdência. Ele disse: ”O presidente tem os votos populares e o Congresso a capacidade de aprovar ou não. Prensa neles, prensa neles, pede a reforma, é bom para todo mundo.” Prensa, como se sabe, é aquele aparelho mecânico que serve para achatar objetos.

Ironicamente, o próprio filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, dissera que seria difícil aprovar a reforma previdenciária neste ano. Esse filho de Bolsonaro é o mesmo personagem que, no último final de semana, defendeu que o próximo presidente da Câmara tenha um “perfil trator”, para patrolar eventuais manobras da oposição.

A prensa e o trator aparecem no linguajar do poder numa hora em que Bolsonaro promete compor a maioria no Congresso sem o velho toma-lá-dá-cá. Os parlamentares olham a cena e se recordam de uma frase de José Bonifácio, um antigo deputado mineiro. Chamado de Zezinho Bonifácio, ele dizia: “Aqui no Congresso tem de tudo. Tem ladrão, tem honesto, canalha, gente séria… Só não tem bobo.” Deputado por 28 anos, Jair Bolsonaro deveria conhecer melhor a alma do Parlamento. (Josias de Souza)