Eleições 2018: Nova pesquisa mostra Bolsonaro com 27% das intenções de voto e Haddad com 17%

Nova pesquisa eleitoral divulgada hoje (21) pela XP Investimentos mostra Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) isolados no primeiro turno pela disputa à Presidência da República: Bolsonaro tem 27%, enquanto Haddad tem 17%. Ciro Gomes (PDT), que chegou a aparecer em segundo lugar em pesquisas anteriores, acabou ficando para trás e agora tem 10% das intenções de voto.

Bolsonaro cresceu dois pontos em relação à última pesquisa, enquanto Haddad cresceu um ponto. Ciro caiu um ponto, enquanto Alckmin e Marina caíram dois pontos cada.

A pesquisa foi feita pelo Instituto de pesquisas sociais, políticas e econômicas (Ipespe), por telefone, entre 17 e 19 de setembro, com duas mil pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-02995/2018.

Ainda há uma grande parcela do eleitorado, quase 1 entre 4 eleitores, que não sabe em quem votar ou não escolherá ninguém; 23% votarão em branco, nulo, em ninguém ou não sabem.

Intenção de voto no primeiro turno

Jair Bolsonaro – 27%

Fernando Haddad – 17%

Ciro Gomes – 10%

Geraldo Alckmin – 7%

Marina Silva – 4%

João Amoêdo – 3%

Alvaro Dias – 3%

Henrique Meirelles – 2%

Cabo Daciolo – 1%

Simulações no segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro venceria Marina e Haddad, empataria com Geraldo Alckmin e perderia para Ciro Gomes.

Confira:

Bolsonaro 40% X Marina 35%

Bolsonaro 39% X Alckmin 39%

Ciro 40% X Bolsonaro 35%

Bolsonaro 41% X Haddad 38%

Rejeição

Marina Silva (Rede) continua aparecendo como a candidata mais rejeitada pelos eleitores, com 67% dizendo que não votariam nela de jeito nenhum, em nenhum cenário. Depois, vêm Alckmin e Haddad, com 60% de rejeição cada. Bolsonaro aparece com 57% de rejeição, enquanto Ciro tem 54%. (Fonte: Exame.com)

Candidatos inelegíveis terão de devolver recursos públicos de campanha

Foto: reprodução

Todos os candidatos julgados inelegíveis pela Justiça Eleitoral terão de devolver os recursos públicos usados na campanha deste ano. A interpretação é da Procuradoria Geral da República e inclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve o registro da candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Conforme dados disponíveis no portal do TSE, a candidatura de Lula arrecadou R$ 20,6 milhões, sendo R$ 20 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e contratou despesas no valor total de R$ 26,2 milhões. A assessoria do TSE informou que será necessário fazer uma prestação de contas separada da candidatura de Fernando Haddad.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que também é procuradora-geral Eleitoral, disse que a devolução dos recursos do fundo especial aos cofres públicos não é surpresa aos candidatos, uma vez que foi amplamente divulgado antes da realização das convenções partidárias. “Necessário é o ressarcimento dos cofres públicos dos recursos do fundo de campanha utilizado por candidato inelegível”, disse.

Segundo Dodge, a Procuradoria espera que os candidatos inaptos devolvam espontaneamente os recursos utilizados na campanha eleitoral. “Caso não acolham, iremos a juízo pedir o ressarcimento do erário público”, afirmou a procuradora. Ela disse que antes das convenções foram feitas reuniões com os procuradores regionais eleitorais para esclarecimento dessa questão.

Neste ano, a Procuradoria Geral Eleitoral editou quatro instruções sobre o processo, incluindo o financiamento público, a destinação de recursos para as campanhas das candidaturas e o ressarcimento, por exemplo. O intuito, segundo Dodge, foi dar transparência à aplicação da verba pública para custeio da campanha eleitoral, que chegou a R$ 1,7 bilhão.

A procuradora disse que o momento de cobrar o ressarcimento será no julgamento das prestações de contas dos candidatos. A primeira parcial foi feita na semana passada e abrange a fase inicial da campanha – entre 16 de agosto e 8 de setembro.

Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do PT em Brasília e em São Paulo, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. (EBC)

Haddad e Bolsonaro, foram os dois maiores alvos no quarto debate presidencial

Foto: reprodução

O primeiro debate presidencial desta eleição com a presença de um candidato petista expôs o poder de atração do polo que se estabeleceu no topo de disputa. Fernando Haddad (PT) dividiu com o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que segue hospitalizado após atentado a faca no início do mês, o papel de alvo no quarto embate entre os candidatos nesta campanha, promovido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela TV Aparecida.“Todos os partidos deveriam fazer uma autocrítica, mas o PT lança candidato em porta de penitenciária”, disse o ex-governador Geraldo Alckmin (PSBD) em um dos ataques ao substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.

No encontro em que a Igreja Católica e suas TVs mostraram mais uma vez sua capacidade de influência, Haddad também foi alvo de Henrique Meirelles (MDB), que o associou ao Governo Dilma Rousseff; de Ciro Gomes (PDT), que o cobrou, no que chamou de “uma pinicadinha”, pelo fato de o PT não ter feito, durante os 14 anos em que esteve no poder, reformas tributárias para reduzir a desigualdade no país; e do senador Alvaro Dias (Podemos-PR), que se destacou nas redes sociais ao chamar o petista de “porta-voz da tragédia” e “representante do caos”, entre outros desqualificativos.

Apesar das alfinetadas, o modelo do debate não favoreceu os confrontos diretos entre os candidatos – eles não puderam escolher a quem perguntar, já que todas as interações foram definidas por meio de sorteios. A sorte permitiu que os embates mais aguardados, entre Alckmin e Haddad e entre Ciro e o petista, ocorressem apenas uma vez. O resto das perguntas foi feito por jornalistas das emissoras ligadas à igrejas ou por bispos, o que atribui ao debate uma maior gama de assuntos, mas impediu que os candidatos desenvolvessem com mais fôlego suas propostas. Talvez por conta do modelo, o debate não fluiu como os três primeiros, e boa parte das intervenções dos presidenciáveis soou hermética.

Logo em sua primeira intervenção, Haddad fez questão de mencionar o ex-presidente Lula, preso desde abril e candidato do PT à Presidência até ser substituído neste mês pelo ex-prefeito de São Paulo. O petista usou o seu tempo para reivindicar o legado do ex-presidente e para colar Alckmin e seu PSDB ao Governo de Michel Temer. Em resposta a dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, ele prometeu fortalecer todas as instituições que combatem a corrupção. “Para isso precisamos ter uma controladoria, uma Polícia Federal e uma Justiça forte e apartidária”, disse, afirmando que o PT fortaleceu essas instituições enquanto esteve no Governo.

Foi ao tentar associar Alckmin a Temer, entretanto, que Haddad abriu caminho para os ataques do adversário. O petista questionou o tucano sobre o teto de gastos públicos estabelecido pelo atual Governo e a reforma trabalhista, que ele prometeu revogar. “Estamos com 13 milhões de desempregados, herança da Dilma e do PT”, respondeu o tucano. “Não precisaria do teto de gastos se não fosse o Governo do PT”, emendou. Alckmin disse que a situação do Brasil é delicada e, sempre tentando se descolar de Temer, prometeu reformas já no início do ano para a economia voltar a crescer.

O maior incisivo contra Haddad durante o debate foi Alvaro Dias, que usou todo o tempo de embate entre os dois para fazer ataques ao PT, o partido da “crença na ignorância”, o “arauto da intolerância”, que “distribuiu a pobreza para todos e a riqueza para alguns”. A estratégia lhe rendeu ser um dos a

Bolsonaro

Também não faltaram críticas a Jair Bolsonaro, mas elas partiram de Meirelles, Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede). Sempre tomando o cuidado de não soarem desrespeitosos ao mirar contra um candidato hospitalizado, os três se revezaram em críticas ao comportamento e às propostas do capitão reformado do Exército. “Não é com violência que se combate a violência, distribuindo armas à população”, disse Boulos ao abordar a questão em debate com Marina. “Vamos enfrentar o problema com prevenção. Não queremos que o jovem tenha a primeira arma, mas o primeiro emprego. Não podemos usar como exemplo quem criou a polícia que mais mata e a polícia que mais morre.”

Meirelles preferiu criticar os planos econômicos da candidatura Bolsonaro, mirando contra seu fiador econômico, Paulo Guedes, e a proposta de retorno da CPMF que circulou nos últimos dias sem muita clareza – e que foi negada pela campanha de Bolsonaro. “Não é necessário ficar criando mais tributos. Eu sou contra a reedição da CPMF. Essa confusão entre o Bolsonaro e seu economista-mor, que ele diz que é o Posto Ipiranga, é um sinal que esse posto deve estar tendo um incêndio”, disse Marina.

Para o cientista político Eduardo José Grin, professor do Departamento de Gestão Pública da FGV que comentou o debate em tempo real no EL PAÍS, o confronto deixou desenhados três campos: “Petistas, antipetistas e os que se apresentam como representantes de um centro democrático e reformista”. “Vamos ver se isso serve para balançar a polarização que se desenha entre Bolsonaro e Haddad”, comentou. (EL PAÍS)

Datafolha: Bolsonaro segue liderando com 28%, Haddad e Ciro empatam tecnicamente

Foto: Arte/ DP

No início da madrugada desta quinta-feira (20), o Datafolha divulgou uma nova pesquisa com as intenções de voto para a Presidência da República. Foi o maior levantamento realizado pelo instituto na atual corrida eleitoral, com 8.601 eleitores entrevistados entre os dias 18 e 19 de setembro em 323 cidades brasileiras. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, oscilou positivamente dois pontos e agora lidera com 28%. Na segunda posição, um empate técnico entre Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) mantém o cenário para o 2º turno aberto.  

O petista subiu mais três pontos e chegou aos 16% enquanto Ciro manteve os 13%. Porém, todas as projeções de 2º turno são favoráveis ao candidato do PDT. Nos cenários mais factíveis, em que ambos enfrentariam Jair Bolsonaro, Ciro venceria o candidato do PSL por seis pontos de diferença (45% x 39%) enquanto Haddad empata numericamente com Bolsonaro (41% x 41%). O Datafolha apresentou uma série de outros cenários para o 2º turno envolvendo combinações entre os cinco candidatos de melhor colocação na pesquisa. Numa simulação entre Ciro e Haddad, o ex-governador do Ceará venceria o ex-prefeito de São Paulo por 42% x 31%. 

Mais distantes da disputa por um lugar no 2º turno, Geraldo Alckmin e Marina Silva mantiveram seus patamares de intenção de voto. O candidato do PSDB seguiu com 9%, enquanto a candidata da Rede oscilou negativamente de 8% para 7%. Em um eventual 2º turno contra Bolsonaro, os dois estariam tecnciamente empatados contra o representante do PSL. 

No bloco das candidaturas menores, Alvaro Dias (Podemos) e João Amoedo (Novo) marcam 3%, e Henrique Meirelles (MDB), registra 2%. Vera Lúcia (PSTU) e Guilherme Boulos aparecem com 1% das intenções. Cabo Daciolo (Patriota), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 12% e aqueles que não sabem ou não responderam caracterizam 5% dos entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de São Paulo e pela TV Globo. (Do Diário de Pernambuco)

Candidatura de Jair Bolsonaro muda de patamar; Agora competitivo também no 2° turno

Foto: reprodução

O projeto eleitoral de Bolsonaro mudou de patamar. Há uma semana, frequentava as pesquisas em situação paradoxal. No primeiro turno, era bicho-papão. Depois, era papado. Isso mudou. Na mais recente pesquisa do Ibope, Bolsonaro aparece como uma assombração competitiva também no segundo turno. Abriu cinco pontos de vantagem sobre Marina. E emparelhou com Alckmin, Haddad e Ciro.

Bolsonaro não é mais um azarão do segundo round. Hospitalizado há duas semanas, reduziu a taxa de polêmicas em que se metia. Nessa fase, também foi poupado de ataques dos rivais na primeira semana pós-facada. Seus oito segundos na propaganda eleitoral tornaram-se uma vasta exposição jornalística. Voltou às redes sociais como paciente sofrido. O timbre lacrimoso suavizou-lhe a arrogância.

No seu penúltimo vídeo, veiculado no domingo passado, Bolsonaro atiçou sua rivalidade com Lula e o petismo. Acertou no olho da mosca, pois a transferência de eleitores do presidiário de Curitiba para o seu poste avança aceleradamente. Em uma semana, Haddad deu um salto de 11 pontos, isolando-se na vice-liderança com 19%. O capitão oscilou novamente para o alto, batendo em 28%.

Mantido esse ritmo, o que vem por aí é um primeiro turno plebiscitário no qual o eleitor decidirá se o PT deve retornar ao Planalto ou ser mantido na oposição. É a mesma velha disputa entre o petismo e o antipetismo. Com uma diferença: o PSDB foi expurgado da polarização. Hoje, é Bolsonaro quem representa a maioria do voto anti-PT.

A moderação personificada em Alckmin virou mercadoria pouco valorizada. Para complicar, as opções do chamado centro pulverizaram-se em micro-candidaturas como as do ex-tucano Álvaro, de Amoêdo e de Meirelles. O que era fraco tornou-se exangue. Numa campanha curta, a apenas 18 dias da abertura das urnas do primeiro turno, a possibilidade de correção de tropeços é pequena. (Via Blog do Josias)

BNDES: empréstimos para Cuba e Venezuela não deveriam ter sido feitos

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse hoje (18) que os empréstimos feitos para Cuba e Venezuela não deveriam ter ocorrido. A dívida dos dois países com o BNDES é de aproximadamente US$ 1 bilhão.

“Olhando hoje, fica claro que eles [Cuba e Venezuela] não tinham condições de pagar. Provavelmente não deveriam ter sido feitos, mas agora temos que ir atrás do dinheiro”, afirmou Oliveira, ao participar do 9ª Seminário Internacional Patentes, Inovação e Desenvolvimento, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo Dyogo Oliveira, a inadimplência não traz grandes impactos para os resultados da instituição financeira. Isso porque cerca de 90% das exportações financiadas não são para esses países. “O volume disso em relação à carteira do banco não é preocupante. É um volume pequeno diante de uma carteira de exportação de US$10 bilhões”, acrescentou.

O presidente do BNDES deu detalhes do caso de Cuba, cujo saldo devedor é de quase US$ 600 milhões. As parcelas em atraso somam cerca de R$17,5 milhões. “Estamos empreendendo uma série de ações no sentido de recuperar o pagamento das operações. O governo de Cuba tem se mostrado solícito, aberto a buscar soluções. Alega, no entanto, que em virtude de questões climáticas e financeiras do país, não tem tido a capacidade de honrar totalmente os pagamentos”, explicou.

Dyogo Oliveira disse que os cubanos vêm fazendo pagamentos parciais na medida da sua capacidade financeira. “Nesse momento, nosso esforço é encontrar alternativas para que eles possam retomar os pagamentos e voltar à adimplência”, finalizou.

A maior parte do dinheiro foi destinada às obras de modernização do Porto de Mariel, executadas pela construtora brasileira Odebrecht. A primeira fase das obras foi inaugurada em janeiro de 2014.

No caso da Venezuela, os empréstimos, aprovados em 2004, foram para exportações de bens e serviços por meio da Odebrecht, responsável pela expansão do metrô de Caracas e obras de irrigação em Maracaibo, no noroeste do país. Na ocasião, foram liberados US$ 194,6 milhões. (Da Agência Brasil)

Pesquisa Ibope desta terça (18): Bolsonaro, 28%; Haddad, 19%; Ciro, 11%; Alckmin, 7%; Marina, 6%

 

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O Ibope divulgou nesta terça-feira (18) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira (11):

Jair Bolsonaro oscilou positivamente dois pontos, indo de 26% para 28%;

Haddad cresceu 11 pontos percentuais, passando de 8% para 19%;

Ciro manteve os mesmos 11%;

Alckmin oscilou negativamente, indo de 9% para 7%;

Marina foi de 9% para 6%;

Os indecisos se mantiveram em 7% e os brancos ou nulos caíram de 19% para 14%.

Rejeição 

O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Bolsonaro: 42%

Haddad: 29%

Marina: 26%

Alckmin: 20%

Ciro: 19%

Meirelles: 12%

Cabo Daciolo: 11%

Eymael: 11%

Boulos: 10%

Alvaro Dias: 10%

Vera: 9%

Amoêdo: 9%

João Goulart Filho: 8%

Poderia votar em todos: 2%

Não sabe/não respondeu: 9%

Fonte: G1 Eleições

Campanhas de Bolsonaro e Haddad: briga já no 1º turno

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As campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e de Fernando Haddad (PT)passaram a trabalhar com a possibilidade, que ainda consideram remota, de que a eventual disputa entre eles no segundo turno seja antecipada para o primeiro turno.

Com base em números e análises de sondagens eleitorais, eles veem a hipótese de a subida do candidato do PT estimular o voto útil dos eleitores antipetistas em Bolsonaro, esvaziando ainda mais Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e alcançando também candidatos considerados nanicos, como João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB).

Num segundo momento, os eleitores de centro e de esquerda que acima de tudo rejeitam Bolsonaro poderiam migrar para Haddad para evitar uma vitória do capitão reformado já no primeiro turno.

As rejeições praticamente se equivalem: 49% dos eleitores dizem que não votariam num candidato de Lula (48% admitem dar apoio). Bolsonaro é rejeitado por 44%.

A possibilidade assusta o PT, que imagina que, no segundo turno, teria tempo de formar um arco de alianças para ampliar seu eleitorado. Se tudo se precipitar, o diálogo fica descartado. Analistas experimentados acham que a possibilidade de Bolsonaro levar no primeiro turno, num acirramento, tornou-se real. (Mônica Bergamo – Folha de S. paulo via Magno Martins)

 

Bolsonaro cresce e chega a 33% em pesquisa; Haddad sobe para 16%

Imagem da internet


Jovem Pan 


Jair Bolsonaro chegou a 33% das intenções de voto – crescimento de 3 pontos percentuais – em pesquisa BTG Pactual com FSB Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (17).

Em segundo lugar, Fernando Haddad teve salto de 8% para 16%, dividindo a posição com Ciro Gomes, que tem 14%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Geraldo Alckmin caiu para 6% e Marina Silva aparece com 5%.

Confira os números:

Jair Bolsonaro: 33%

Fernando Haddad: 16%

Ciro Gomes: 14%

Geraldo Alckmin: 6%

Marina Silva: 5%

João Amoêdo: 4%

Alvaro Dias: 2%

Henrique Meirelles: 2%

As entrevistas foram realizadas nos dias 15 e 16 de setembro de 2018. Foram entrevistados 2.000 eleitores nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 p.p. e o intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE(Tribunal Superior Eleitoral) é BR-06478/2018.

Segundo turno

Nos cenários para o segundo turno, o único candidato que aparece à frente de Bolsonaro é Ciro Gomes. O representante do PSL venceria Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Marina Silva de acordo com a pesquisa.

Veja:

Jair Bolsonaro: 42%
Ciro Gomes: 42%

Jair Bolsonaro: 46%
Fernando Haddad: 38%

Jair Bolsonaro: 43%
Geraldo Alckmin:36%

Jair Bolsonaro:48%
Marina Silva:33%

 

Ao falar após sair da UTI, Bolsonaro coloca em xeque lisura das eleições

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O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) colocou em xeque a lisura das eleições de outubro próximo. Em seu primeiro pronunciamento desde o atentado sofrido em Juiz de Fora, o capitão reformado do Exército criticou, ainda, uma eventual vitória de Fernando Haddad (PT), afirmando que o candidato petista concederia um indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o nomearia ministro da Casa Civil tão logo assumisse o mandato.

Visivelmente debilitado, Bolsonaro chorou assim que a câmera o focalizou na cama do hospital. Em seguida, agradeceu e elogiou os trabalhos das equipes médicas da Santa Casa de Juiz de Fora, de Minas Gerais, e do hospital Albert Einstein. ”Vocês salvaram a minha vida”, disse.

Na sequência, o presidenciável passou a contestar os rumos das eleições, as quais ele considera que podem ser fraudadas. ”Se essa fraude acontecer, acabou a democracia”, disparou. Ele reeditou também suas críticas habituais ao Supremo Tribunal Federal (STF) por ter acolhido uma ação da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, contra o voto impresso. ”Lamento que a frase de maior força da senhora Raquel Dodge tenha sido a de que o voto impresso comprometeria a segurança das eleições”, disse. ”Não temos qualquer garantia nessas eleições”, complementou o candidato do PSL, insistindo em suas críticas às urnas eletrônicas e colocando em xeque de antemão o resultado do segundo turno.

Além disso, Bolsonaro ironizou as pesquisas de intenção de votos do instituto Datafolha. ”A última narrativa é a de que perderemos no segundo turno para qualquer um”, disse. ”Nossa preocupação não é perder no voto, é perder na fraude”, acrescentou. Por fim, o presidenciável disse que espera receber alta em uma semana, ”para conversar com vocês (eleitores) durante o horário eleitoral”. (Veja – por André Siqueira)